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Brasil, um passo atrás na geração distribuída

Não é de hoje que a geração de energia através do sistema fotovoltaico tem trazido benefícios, financeiros, sociais e ambientais, para aqueles que adquirem e compram a ideia, tornando se assim, geradores independentes de sua própria energia e deixando de pagar o “aluguel” para as grandes concessionárias e distribuidoras. 

Os gastos dos consumidores com energia, vem aumentando cada vez mais, e pressionados, tendem a buscar novas fontes de geração, encontrando seu caminho através do sistema fotovoltaico. O Brasil possui uma potência instalada de mais de 1,6 gigawatts (GW), podendo passar de meros 1% para 10% da geração total de energia no país até 2030, como projeta a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Além disso o custo para se adquirir um sistema vem diminuindo, deixando de ser um produto de nicho e passando para diversas classes sociais, e essa tecnologia é utilizada por programas habitacionais do CDHU-SP, AGEHAB-GO e do Governo Federal o programa Minha Casa Minha Vida, visando a redução de custos para as pessoas e melhorando a qualidade de vida. 

sistema fotovoltaico

Figura 1 Fonte: Google

Porém a geração distribuída solar fotovoltaica tem incomodado os grandes grupos econômicos, tradicionais e conservadores do setor elétrico, que vem pressionando autoridades para alterar importantes regulamentações que dinamizaram o mercado, focando, na compensação de créditos de energia elétrica para sistemas de micro e minigeração distribuída. Motivo? Financeiro, com mais pessoas aderindo ao sistema e se tornando produtores independentes, as grandes distribuidoras sentem suas receitas e lucros ameaçados, mas, dados da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que a redução da receita média para as distribuidoras, com crescimento da geração distribuída para 150 mil unidades até 2020, seria inferior a 0,1%. Valores muito baixos, se comparados com o aumento tarifário de 15% em 5 anos e a inflação de 6,44% no mesmo período (como mencionado no artigo “Aumento nas tarifas de energia”). 

money bag

Figura 2 Fonte: Google

Portanto as distribuidoras veem como ameaça ao seu lobby a economia que o consumidor tem ao adquirir um sistema fotovoltaico além do impacto ao meio ambiente, reduzindo a emissão de CO2, querendo travar o futuro da geração de energias renováveis, visando as receitas e os lucros. 

Figura 3 Fonte: Google

Artigo escrito por:

Gustavo Henrique da Silva 

Engenheiro de controle e automação no Grupo W Bioenergy. 

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